terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como adestrar o seu cachorro/namorado

A relação entre um cão e seu dono sempre funciona da mesma forma: um manda e o outro obedece. O mesmo deveria acontecer em um relacionamento.

A função de mandar cabe ao líder. Numa matilha sempre haverá um cão que mandará, aos outros caberá aceitar as decisões do líder e obedecer. Num namoro, esse é o papel da mulher (o de mandar, é claro).

Um cão mandar em seu dono é uma situação muito mais comum do que se imagina. Existem casos óvios em que o cão manda no dono. O dono da alguma ordem e o cão nem toma conhecimento. EU MESMA JÁ TIVE UM NAMORADO ASSIM ASSIM. Normalmente esses cães/namorados são verdadeiras pragas, destrutivos, sem nenhum limite.

Muitos donos, no entanto, são dominados por seus cães sem perceber. Normalmente são cães obedientes, bonzinhos, carinhosos, e muito malandros. É, TAMBÉM JÁ TIVE UM NAMORADO ASSIM. Eles mandam nos donos de maneira tão doce, que esses nem percebem o que está acontecendo.

Você sabe quem manda na relação com seu cachorro/namorado? Então vamos lá: veja as situações abaixo e observe em quantas você já esteve.
  • O filhote passa a sua primeira noite sozinho no quintal, e chora sem parar. Seu namorado fica te "cutucando" quando você está tentando dormir.Você, com medo de incomodar os vizinhos, vai até lá fora para acalmá-lo. Para conseguir dormir logo você manualmente alivia o motivo da tensão dele.

  • Você está comendo e seu cão fica te pedindo comida: late, pula, tenta roubar a comida. Você pede sua sobremesa, depois do seu namorado ter dito que ele não quer nada, e quando dá a primeira garfada ele começa a te pedir um pedacinho: late, pula, tenta roubar a comida...Você acaba se enchendo e dá logo alguma coisa, só para ele parar de te infernizar. Você acaba se enchendo e dá logo alguma coisa, só para ele parar de te infernizar.

  • Você não consegue fazer com que ele não pule nas visitas. Ele não para de olhar para as gostosas que passam.

  • Você leva seu cachorro para passear e ele te puxa para onde ele quer, na velocidade que ele quer. Seu namorado te pergunta o que você quer fazer no final de semana, mas acabam fazendo o que ele quer, na velocidade que ele quer.

  • Você chama seu cachorro, ele não vem. Você chama seu namorado, ele não vem.

  • Seu cão vem te pedir carinho, mas não aceita que você esteja ocupado. Seu namorado te liga quando você está no trabalho, e não aceita quando você está ocupada. Ele fica insistindo até que você dê atenção para ele. Ele fica insistindo até que você dê atenção para ele.

  • Ele pega alguma coisa sua e sai correndo, certo de que você correrá atrás dele. Ele briga com você e espera que você sempre peça desculpas. Ele adora esta brincadeira! Ele adora esta brincadeira.

Se alguma dessas situações são comuns no convívio com seu cão, significa que ele é bem mais esperto do que você imagina. Perceba que em todos os casos o que prevalece é a vontade do Como adestrar o seu cachorro/namorado, e não a do dono/namorada.

Não se desespere, isso tem cura! O que você deve fazer é ensinar o seu cachorro/namorado a obedecê-la, ou seja, adestrá-lo. A vontade do dono/namorada deve ser suprema. A primeira vista isto pode parecer autoritário, mas não é. Os cães/homens funcionam assim há séculos.

Assim, a primeira coisa que você deve fazer é deixar bem claro ao seu cão/namorado o que você GOSTA que ele faça, e o que você NÃO gosta que ele faça. É bem simples: quando ele fizer o que você gosta elogie-o, faça carinho, dê um biscoito. Quando ele fizer alguma coisa que você não gosta, dê uma bronca.

O mesmo vale para os namorados, só que organismo masculino sõ responde a dois estímulos sexo e comida, quando ele fizer alguma coisa boa recompense-o com uma bela noite de amor; e quando fizer alguma coisa que você não gostar simplismente NÃO faça sexo com ele por, no mínimo, uma semana.

Mas cuidado! Se seu cão/namorado estiver fazendo alguma coisa só para chamar sua atenção, uma bronca irá recompensá-lo, porque de uma forma ou de outra você está dando atenção para ele. Nesse caso a melhor solução é ignorá-lo. Nada é mais frustrante para o seu cão/namorado do que ser ignorado, logo ele mudará de atitude.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Presente de Natal


Não sabe o que comprar de natal para o seu namorado?

Vou resolver o seu problema...


Primeiro passo - pare de ter qualquer atividade sexual com seu namorado pelo menos um mês antes do natal.


Segundo passo - progressivamente comece a usar roupas cada vez mais sexy.


Terceiro passo - Faça carinhos provocando ele, mas sempre deixando com mais vontade do que satisfazendo (ex.: quando falar com ele coloque a mão na coxa, próxima à virilha dele; quando abraça-lo pressione bem seus peitos nele; não esqueça dos beijos no pescoço.)


Enfim, no dia do natal - Coloque uma lingerie vermelha e um laço de fita no pescoço. Garanto que nessa altura do campeonato não tem nada no mundo que ele queira mais do que VOCÊ!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Comando de voz


A tecnologia sempre buscou inspiração na natureza, isso não é nenhuma novidade.

Alguns exemplos são o trêm bala japonês que se inspirou na plumagem das corujas para reduzir a resistência do ar e o barulho; o velcro, inspirado nos ganchos que algumas sementes possuem e usam para se dispersar; os olhos de gato das estradas que são inspirados justamente nisso, nas células refletoras dos olhos dos gatos e etc.

Eu poderia citar milhares de exemplos.


Assim como as máquinas, o funcionamento do cérebro masculino pode parecer um mistério, mas se analisarmos os dois em conjunto talvez seja mais fácil compreender.


Me parece que uma tecnologia recente pode nos ajudar a entendê-los: o sistema de reconhecimento de fala.


Inspirada nas conversas entre pessoas em que o cérebro reconhece as palavras e produz uma resposta correspondente, a tecnologia de reconhecimento de fala permite que equipamentos eletrônicos que possuam microfone interpretem a fala humana associando um comando à uma função. Assim, através de uma gama relativamente extensa de comandos de voz somos atendidos com uma função correspondente.


Os homens funcionam mais ou menos da mesma maneira. No entanto, organismos simples que são, todos comandos ativam uma mesmo função: SEXO.


Está cientificamente provado que o homem pensa sobre sexo, em média, a cada 7 segundos, o que não deixa muito tempo para eles prestarem atenção no que estamos dizendo.


Sendo assim, usando o mesmo princípio da tecnologia de reconhecimento de voz podemos ganhar mais um tempinho da atenção deles.

Usando palavras que serão facilmente idenificadas pelo cérebro deles como normalmente associadas à função sexo, porém em um contexto totalmente inocente, podemos redirecionar a atenção deles para o que estamos falando.


Após os primeiros 5 minutos do encontro, quando os olhos dele começarem a ficar sem foco e ele parar de fazer comentários e somente balançar a cabeça de vez em quando (sinais de que ele entrou em modo de economia de energia), experimente usar os seguintes comandos: cama, cobertura de chocolate, molhada, deliciosa, boca, lamber, banheira.

Esses comandos devem estar embutidos em frases relatando acontecimentos corriqueiros, sem um significado malicioso:

"Hoje foi tão difícil sair da cama..."
"Mmmm adoro cobertura de chocolate"
"Peguei a maior chuva hoje, fiquei toda molhada..."
"Comi uma salada de fruta hoje que estava delicioooosa!"
"Quando eu chego em casa minha cachorra não para de me lamber!"
"Acho que minha banheira quebrou..."

Se usadas corretamente, essas palavras ativarão o Pentium I deles e lhe dará mais uns 5 minutos de atenção (não dá para esperar milagres também né...), até eles perceberem que você não estava falando de sexo.

Portanto, na próxima vez que estiver com seu namorado e ele estiver te olhando com cara de paisagem, faça uma cara bem sexy e diga: "O que vamos comer de sobremesa". Você vai poder ouvir as engrenagens voltando a funcionar....

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Commodity

Todo relacionamento existe na base da troca, algo que você possui que o outro deseja e vice-versa.
É assim desde os primórdios.

Na pré-história a mulher cuidava do "lar" e dos filhos enquanto o homem caçava. Os filhos, mais tarde ajudariam o pai a caçar, enquanto a comida trazida pelo pai alimentava a mãe. A relação de troca é clara.

Mais tarde, na Idade Média, os casamentos eram arranjados por motivos políticos ou financeiros. A união de duas famílias poderosas, a salvação de uma família falida, a ascensão de uma família de classe inferior... etc. Os atributos físicos (capacidade de gerar herdeiros), o dinheiro ou o título da noiva pelo dinheiro, título ou favores do noivo.

Na Idade Moderna o movimento feminista buscou a igualdade dos sexos. Pois bem, conseguimos, mesmo que não completamente.

Apesar de não ser evidente, isso nos permitiu uma nova "commodity" com valor de mercado enorme...

Estou falando do sexo oral.
Meninas, essa é uma arma poderosíssima! Provavelmente um dos commodities mais valiosos que temos para oferecer em um relacionamento amoroso.

O fascínio pelo sexo oral é histórico, tendo relatos desde os tempos da Roma Antiga onde era considerado taboo, já que representava a submissão de um dos parceiros. Já para o Taoismo chinês o sexo oral realizado na mulher (cunnilingus) era visto como uma forma de ascensão espiritual e se acreditava que essa prática prolongava a vida.

Creio que o fascínio do homem com o sexo oral tem origem na crença de que este representava a submissão do parceiro, mostrava controle e poder, algo que todas nós sabemos que os homens amam pensar que têm.

No entanto, como todo objeto de desejo, pode passar a ter um papel muito mais relevante em nossas vidas. Assim, quanto maior o desejo por alguma coisa, maior o seu valor.
Por exemplo, o ouro em outras épocas significava riqueza, poder, controle. Aqueles que o tinham eram poderosos e assim queriam permanecer, mas como o ouro não é infinito e sua quantidade é limitada, os homens fizeram loucuras para possuí-lo e mantê-lo.

Agora a lição de casa meninas: o mesmo pode ser dito do sexo oral. Como assim? Deixe que eu explico.

É muito simples na verdade, tudo se resume à lei da oferta e da procura. Quanto maior a oferta de sexo oral, menos o seu valor de troca, e vice-versa.

Está aí provavelmente a carta na manga mais importante que nós temos.

Quantas vezes você já implorou para seu namorado/marido para assistir aquela comédia romântica com você; para sair para jantar com suas amigas; jantar com seus pais; te levar no shopping para fazer compras...
A resposta é sempre a mesma: NÃO.

Mas é claro que a resposta é não. O que eles ganham em troca?? NADA.

E se a situação fosse diferente? E se, em troca de alguma coisa que quisessemos muito, oferecêssemos algo que eles querem ainda mais?

Para que isso seja possível, no entanto, alguns cuidados devem ser tomados:
1- Lembre-se que tudo aquilo que tem grande oferta se deprecia, portanto, não faça sexo oral com frequencia.
2- Os homens são organismos celulares muito simples. Assim como os cachorros eles tendem a fazer associações. Dessa forma, faça sexo oral apenas em ocasiões comemorativas, para que eles associem isso à um presente e, portanto, algo que ganham somente quando merecerem.
3- QUANDO for realizar o sexo oral, esse deve ser o melhor que ele já teve. Isso é muito importante para elevar o valor dessa commodity.

Viu como é simples?

Se não acreditam, façam uma experiência:
Fiquem um tempo sem fazer sexo oral (a escassez de um produto sempre aumenta seu valor já que, eu garanto, a demanda não vai diminuir) e comecem a propor uma troca: coloquem uma roupa bem sensual, olhem bem nos olhos do seu namorado/marido e peçam alguma coisa. Quando ele estiver pronto para dizer um NÃO, com uma voz rouca, prometam uma troca....

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Consciência Social

Um novo dia, uma nova manchete anunciando um programa social do tipo "bolsa".

O projeto Bolsa Escola foi criado pelo político Cristovam Buarque em 1995, ainda quando era governador do Distrito Federal. Desde sua implantação, o projeto recebeu destaque nacional e internacionalmente. No entanto, somente em 2001 é que o Bolsa Escola foi expandido em caráter nacional. O principal objetivo do projeto é oferecer um auxílio monetário para família de baixa renda mensalmente em troca da presença dos seus filhos na escola.

Em 2004 foi criado o Bolsa Família, um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. A renda empregada no programa é provisionada no orçamento dos Estados e Municípios e é alocada do Orçamento da Seguridade Social da União. São mais de 11 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros beneficiadas.

Ainda, o programa Bolsa Transporte para mulheres, concede meia passagem no transporte coletivo municipal, inicialmente, para cerca de 2.500 mulheres, cadastradas nos programas sociais.

Há, também, o Bolsa Cidadã. Este programa dá apoio ao pequeno produtor e fornecedor. O Bolsa Cidadã atende 32 famílias já cadastradas nos projetos de inclusão produtiva. Até o final do ano, deve ser ampliado para 2 mil famílias. Os recursos estão garantidos pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fumacop). O programa tem duração de 12 meses.

Por fim, o Bolsa Habitação, de 2009, é direcionado aos menos favorecidos (pra variar). A idéia do governo Lula é conceder um pacote de benefícios para baratear a construção e estimular a compra da casa própria. Com subsídios proveniente do Orçamento da União, o governo vai subsidiar quase integralmente a compra da casa própria para mutuários de baixa renda.

Os benefícios e importâncias desses programas são óbvios, de modo que se torna desnecessário gastar mais palavras com isso.

Existe, no entanto, motivo para expor um importante programa que ainda não foi proposto e cuja relevância e impactos são facilmente verificados.

O programa do qual eu falo atingirá cerca de 28 milhões de brasileiros, de acordo com estatísticas de 2007, ou seja, um número de pessoas muito maior do que todos os programas acima citados.

Enquanto qualquer desses programas custa, no mínimo, aos cofres públicos cerca de R$ 100,00 por mês, ou seja, R$ 6.000,00 durante um período de 5 anos, o programa que proponho demandaria R$ 3.000,00 de imediato, mas seus benefícios perdurariam por prazo indeterminado.

Para os curiosos e socialmente conscientes, seguem os detalhes do programa:

Programa: "Bolsa Gucci"
Benefício: Uma bolsa Gucci modelo tradicional, estampa padrão da marca.
Parcela da população beneficiada: classes A e B (15% da população). Os homens que não são diretamente beneficiados poderão presentear as suas amantes que, obviamente, pertencem às classes C e D e, portanto, não seriam aptas a participar do programa.
Condições para a concessão do benefício: ter bom gosto e vida social ativa.
Alocação de verbas: destinação das verbas provenientes das multas de trânsito (em teoria, 50% dessas verbas atualmente vão para melhorar a sinalização e manutenção das vias públicas, na prática só Deus sabe). Isso porque as duas infrações que ocorrem com maior freqüência são excesso de velocidade e falar no celular, ambas, provavelmente cometidas por membros das classes A e B já que, sejamos honestos, o carro deve ser bom para ultrapassar a velocidade permitida na maioria das vias fiscalizadas e celular custa dinheiro... Portanto, nada mais justo do que alocar essa verba, majoritariamente paga por eles para um projeto que lhes é destinado.
Duração do benefício: 15 anos. É o período que uma bolsa da Gucci dura intacta, resultado da inegável qualidade dos materiais empregados na sua fabricação (não estou dizendo que alguém gosta de usar a mesma bolsa por 15 anos).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Os brasieliros nas várias temperaturas

Com 30ºC ou mais os baianos vão pra praia, dançam, cantam e comem acarajé; os cariocas vão pra praia e jogam futebol; os mineiros comem um queijo na sombra; todos os paulistas estão em Santos enfrentando duas horas de fila na padaria e do supermercado; e os gauchos esgotam o estoque de protetor solar.

Com 25ºC os baianos já não deixam os filhos sair no vento depois das 5 da tarde; os cariocas vão à praia, mas não entram na água porque acham muito frio; os mineiros comem fejão tropeiro; os paulistas fazem churrasco na casa em Santos, mas não entram na água; os gauchos reclamam do calor e não fazem esforço devido ao esgotamento físico.

Com 20ºC a baianada muda o chuveiro para a posição inverno; os cariocas vestem um moletom; os mineiros começam a beber pinga perto do fogão à lenha; os paulistas resolvem voltar de Santos e fica aquele inferno de trânsito; e a gauchada vai pra Redenção tomar um solzinho.

Com 15ºC a baianada começa a tremer de frio; os cariocas se reúnem pra comer fondue; os mineiros seguem tomando pinga perto do fogão à lenha; os paulistas ainda estão
presos no congestionamento na volta de Santos; e os gaúchos começam a dirigir com o vidro abaixado porque já está mais fresquinho.

Com 10ºC é decretado estado de calamidade pública na Bahia; os cariocas colocam sobre-tudo, gorro de lã e luva; os mineiros seguem tomando pinga e botam mais lenha no fogão; os paulistas já chegaram de Santos e vão com a família toda para a mesma pizzaria e para o mesmo Shopping, engarrafando a cidade; já a gauchada começa a considerar a possibilidade de colocar uma camisa de manga.

Com 5ºC a Bahia decreta o Armagedon; o Eduardo Paes lança a candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de Inverno; os mineiros seguem tomando a pinga e agora com quentão do lado do
fogão; os paulistas lotam os hospitais e as clínicas por causas das doenças causadas pela mudança de temperatura; e os gaúchos começam a fechar os vidros da janela pra dormir.

Com 0ºC extingue-se a vida na Bahia e em todo o Nordeste; no Rio de Janeiro o Eduardo Paes veste 7 casacos e lança pista de snowboard; A mineirada já entrou em coma alcoólico então não faz diferença; os paulistas não saem de casa e a audiência da Luciana Gimenez atinge o pico; e a gauchada se prepara pra fazer um churrasco no parque antes que esfrie...

Quem bate...

Toda vez que o dia amanhece mais friozinho acordo com essa música na cabeça... um clássico dos dias de frio.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

5 Steps Program

Tenho muitos amigos homens, e a maioria se arrepia com a palavra "namoro". Acho que arrepiar é pouco pra como eles ficam...
Com a simples menção da palavra o sangue volta correndo para o coração abandonando todas as extremidades. Eles ficam pálidos. Os olhos ficam do tamanho de dois ovos de páscoa, a boca vira garagem para mosquitos...
Depois de alguns segundos você já está pensando em ver se eles ainda estão respirando...

Bom, foi em uma dessas conversas que eu pensei em uma solução. Mais para eles do que para nós. E se namoro fosse uma realidade distante. Se eles pudessem saber exatamente quando vai acontecer, tivessem controle da situação e, mais importante ainda, tivesse uma justificativa "relevante" para dizer que ainda não é a hora??

Foi nesse contexto que pensei em um programa de capacitação para namorar. Eis como funciona:

1ª Fase
Duração: 1 ano
Nível: Fácil
Programa: comprar uma planta.
Objetivo: mantê-la viva por esse período.
Desafio: Basta regar uma vez por semana.

2ª Fase
Duração: 1 ano.
Nível: Fácil.
Programa: comprar um peixe.
Objetivo: mantê-lo vivo por esse período.
Desafio: alimentar a cada dois dias e trocar a água uma vez por mês.

3ª Fase
Duração: 1 ano
Nível: Médio.
Programa: comprar um pássaro.
Objetivo: mantê-lo vivo e contente por esse período.
Desafio: alimentar e trocar a água diariamente, limpar a gaiola uma vez por semana e interagir por alguns minutos ao dia.

4ª Fase
Duração: 1 ano
Nível: Difícil
Programa: comprar um cachorro.
Objetivo: mantê-lo vivo, educado e amado.
Desafio: alimentar, trocar água, fazer carinho, levar para passear e educar diariamente. Dar banho uma vez por semana. Fazer com que se sinta amado.

5ª Fase
Duração: só Deus sabe
Nível: Impossível
Programa: arrumar uma namorada.
Objetivo: mantê-la feliz.
Desafio: levar para jantar, dar presentes, elogiar, fazer carinho, ser romântico, não esquecer datas importantes, agradar a sogra, puxar o saco do sogro, aturar o cunhado, desmarcar programa com os amigos, não sair sem avisar aonde vai/com quem/que horas volta... Estou esquecendo alguma coisa? Então é SÓ isso. Fácil!

Até hoje não se tem notícia de que a 5a Fase foi cumprida com sucesso, pois qual mulher sabe o que a faz feliz?
Mas não desanime, você pode sempre matar o cachorro antes de um ano para ter q começar tudo de novo...

domingo, 31 de maio de 2009

O incrível universo das baladas

Hoje tenho uma festa então, em homenagem, vou escrever sobre isso...Um dia minha mãe me perguntou por que eu não vou muito para a balada. Eu disse que é porque eu não gosto, mas como ela não ficou satisfeita com a minha resposta achei melhor explicar. A explicação foi, mais ou menos, assim:

Antigamente, quando você ia com suas amiguinhas pra boate (ainda não chamava balada), saía de casa umas 21h certo? Bom, agora você sai de casa à 01h da manhã. Então, esse é o primeiro motivo.
Primeiro eu preciso fazer um esforço enorme pra conseguir COMEÇAR a me arrumar tão tarde... tentando manter os olhos aberto. Não é fácil.
Aliás, dentro deste tópico, está aí mais um problema. Antigamente você usava uma calça social e uma blusa bonita para ir pra boate. Agora, ai de você se tiver com mais que meio metro de tecido enrolado no corpo... E o que fazemos nas noites de frio?? Passamos frio. Não existe outra solução. Bom, você pode nascer biscate, já que todo mundo sabe que "biscate não sente frio".
Voltando ao assunto, depois de tentar encontrar um equilíbrio entre usar pouca roupa, parecer sexy e não vulgar e, principalmente, não criar motivos pra ter que se confessar no domingo, vamos para a maquiagem. Mais uns 30 minutos no mínimo.
As meninas que estiverem lendo isso devem ter reparado que eu pulei toda a parte de arrumar o cabelo. Isso porque meu cabelo é liso, mas eu tenho muita consideração por vocês que passam metade do dia tentando alisar os cachos.
Maquiagem feita, roupa escolhida, cabelo arrumado. Vamos pra balada? NÃO. Ainda tem o esquenta.
Até agora não entendi qual o propósito do esquenta.
Primeiro achei que era pra reunir os amigos e ter uma chance de conversar antes de chegar à balada, já que lá é impossível (mais um motivo que explicarei melhor mais pra frente), mas depois vi que não era isso. As pessoas falam pouco e bebem muito, igual em uma balada.
Depois pensei que poderia ser pra economizar, já que uma vodka (a dose) na balada custa R$25,00 enquanto uma garrafa de Smirnoff no supermercado sai por R$15, mas a galera continua consumindo descontroladamente ao chegar na balada.
Por fim, pensei que podia ser pra dar uma enrolada, ninguém gosta de ser abre-festa, mas com isso acabamos chegando sempre tarde e pegando uma fila enorme.
Então, como podem ver, ainda não entendi.
Saindo do esquenta vamos pra balada.
Hoooooras de fila. Depois do empurra-empurra, alguns momentos de alívio enquanto você dá seus dados para as recepcionistas. Daí, mais empurra-empurra.
É nesse esquema você vai passar o resto da noite.
De repente te dá sede, você então você vira para sua amiga e tenta gritar mais alto que a música avisando que vai para o bar:
- "(Tuntz tuntz tuntz) Anaaaaa!! (Tuntz tuntz tuntz)"
- "Oiiiiiii" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz).
- "Eu to com sede.... (Tuntz tuntz tuntz Tuntz) acho que vou pegar alguma coisa pra beber!"
- (Tuntz tuntz tuntz Tuntz) "O que????"
- "Vou pegar alguma coisa pra beber!!" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz)
- "Nãooooo escuteiiii!"
Aí, percebendo que é impossível se comunicar, você começa a fazer mímica. Alguns minutos depois, achando que sua amiga entendeu o que você estava tentando falar, você vai em direção ao bar.
Você vai andando, tentando manter o ritmo da música enquanto desvia de cigarros acesos, copos de bebida, cotovelos e mãos-bobas.
Finalmente chega ao bar e o que encontra é uma muralha da china. Incrível como as pessoas mais altas da balada sempre estão no bar....
Assim que encontra uma aberturazinha se coloca no lugar e dá graças a Deus por não ter comido aquela sobremesa no jantar, senão nunca caberia naquele espacinho. Logo que encosta no balcão percebe que está todo molhado de sabe-lá-o-que então tenta manter uma distância segura.
Mas, assim como você estava fazendo até pouco tempo, tem alguém atrás de você tentando pedir uma bebida e te empurra pra frente, você empurra de novo pra trás, e fica nesse vai e vem até conseguir chamar a atenção de algum barman.
Finalmente o barman te vê, e faz um leve movimento com a sobrancelha como que dizendo: vai querer o que? De novo você grita, mas agora sua voz já está rouca de sede e por inalar alguns muitos litros de fumaça de cigarro (e afins):
- (Tuntz tuntz tuntz Tuntz) "Um energééééético"
- "Vooodka com energééético??" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz)
- "Nãããão, só o energético" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz)
- (Tuntz tuntz tuntz Tuntz) "Normal ou light?" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz)
- "Red Bull"
- "Não!!! Normal ou liiiiight?"
- (Tuntz tuntz tuntz Tuntz) "Ah!! Normal" (Tuntz tuntz tuntz Tuntz)
Ele pega um energético e começa a colocar num copo com gelo. Nada contra, mas prefiro o canudinho. Agora, vai tentar explicar que você quer um canudo. Você tenta fazer uma mímica tentando imitar o formato do canudo enquanto pronuncia sem voz a palavra canuuudo.
Perdi a conta de vezes que a minha mímica deu outras idéias para as pessoas em volta. Confesso que o gesto de "canudo" parece muito com o do membro fálico mais conhecido como "pênis".
Assim, normalmente pego o copo com gelo e não reclamo. É bem mais fácil.
De volta com suas amigas e uma lata de energético depois, dá aquela vontade de ir ao banheiro.
Se é no começo da balada tudo bem, as meninas no banheiro estão concentradas no espelho e sua capacidade de equilíbrio ainda não está comprometida.
Por outro lado, se já está um pouco tarde....Banheiro feminino é sempre um inferno, gente dando gritinhos agudos: "Oiiiiii Amigaaaaaaaaaaaaaa!!!", "Annnnnaaaaa!!!", "Uhuuuuuu, essa balada tá animaaaaal!!!".
Depois das 3a.m., a maioria das meninas está realmente usando o banheiro, principalmente porque a não consegue mais se ver no espelho.
Bom, aí leva em média 10 minutos por cabeça.
Quando sua vez finalmente chega, você entra no cubículo e tenta encontrar um lugar pra pendurar a bolça. Não tem. Então, com uma mão segura a bolsa enquanto abre a calça/ levanta a saia. Feito isso, damos aquela agachada básica (desde pequena nossas mães sempre avisam pra não sentar no vaso). Aí tem um problema, se estamos de saia as duas mãos estão ocupadas (uma segurando a bolsa e a outra levantando a saia) e não temos como nos apoiar pra manter o equilíbrio.
Precariamente e rezando pra não desequilibrar, terminamos o que fomos fazer.
Depois disso, mais uma maratona pra voltar pra sua turma, onde ficamos no Tuntz Tuntz Tuntz Tuntz até cansar.
Quando, finalmente, você decide ir embora, para fechar com chave de ouro ainda tem uma fila enorme, um monte de bêbados tentando te agarrar (pode ser a última chance da noite deles) e algumas brigas no caminho.
Pois bem, acho que deu para dar uma idéia superficial da maravilha que é o universo das baladas.Mal posso esperar para sexta à noite... aonde vamos???

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Maio do que eu esperava

Para minha primeira postagem vou contar uma história divertida.

Há alguns dias, fui jantar com um casal de amigos. Fomos naquele restaurantezinho do Sérgio Arno...Como é mesmo o nome?Ah, Alimentari.
Bom, a noite estava fria então pegamos uma mesa nos fundos e pedimos um vinho. Uma, duas, três taças depois, resolvemos pedir a sobremesa. Eu e minha amiga pedimos uma panqueca de maçã e o marido dela pediu uma torta de banana. Agora a parte divertida...
Quando o garçon trouxe os pedidos, o marido da minha amiga disse:
- "Nossa, é muito maior do que eu imaginava!"

Imediatamente um pensamento me veio... Que bom se nós mulheres pudéssemos falar isso com mais frequências, claro que em uma situação completamente diferente.
Esse pensamento veio seguido de uma indagação: quando o tamanho, ou melhor, a surpresa do que vamos encontrar, começou a passar por nossas cabeças.
Acho que foi quando começamos a "procurar"....
É verdade. Lembro quando o tópico era, no máximo, como é o beijo de língua dele...
Agora, "o (possível) potencial" é tópico quase obrigatório.
Nada de errado com isso. Acredito que seja apenas uma mudança.

Não podemos esquecer que em alguns anos podemos estar perguntando pra nossas amigas: "E ele ainda tem bastante cabelo??". E, com mais alguns anos: "Todos os dentes??? Ele tem TODOS? Uau...."

Então curtam as conversas, a expectativa e, com um pouquinho de sorte, vamos poder repetir a frase que começou todo esse assunto mais vezes...

Bom, espero ter divertido vocês um pouco com essa reflexão. Ficarei ainda mais contente se vocês realmente se identificarem com ela.