Um novo dia, uma nova manchete anunciando um programa social do tipo "bolsa".
O projeto Bolsa Escola foi criado pelo político Cristovam Buarque em 1995, ainda quando era governador do Distrito Federal. Desde sua implantação, o projeto recebeu destaque nacional e internacionalmente. No entanto, somente em 2001 é que o Bolsa Escola foi expandido em caráter nacional. O principal objetivo do projeto é oferecer um auxílio monetário para família de baixa renda mensalmente em troca da presença dos seus filhos na escola.
Em 2004 foi criado o Bolsa Família, um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. A renda empregada no programa é provisionada no orçamento dos Estados e Municípios e é alocada do Orçamento da Seguridade Social da União. São mais de 11 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros beneficiadas.
Ainda, o programa Bolsa Transporte para mulheres, concede meia passagem no transporte coletivo municipal, inicialmente, para cerca de 2.500 mulheres, cadastradas nos programas sociais.
Há, também, o Bolsa Cidadã. Este programa dá apoio ao pequeno produtor e fornecedor. O Bolsa Cidadã atende 32 famílias já cadastradas nos projetos de inclusão produtiva. Até o final do ano, deve ser ampliado para 2 mil famílias. Os recursos estão garantidos pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fumacop). O programa tem duração de 12 meses.
Por fim, o Bolsa Habitação, de 2009, é direcionado aos menos favorecidos (pra variar). A idéia do governo Lula é conceder um pacote de benefícios para baratear a construção e estimular a compra da casa própria. Com subsídios proveniente do Orçamento da União, o governo vai subsidiar quase integralmente a compra da casa própria para mutuários de baixa renda.
Os benefícios e importâncias desses programas são óbvios, de modo que se torna desnecessário gastar mais palavras com isso.
Existe, no entanto, motivo para expor um importante programa que ainda não foi proposto e cuja relevância e impactos são facilmente verificados.
O programa do qual eu falo atingirá cerca de 28 milhões de brasileiros, de acordo com estatísticas de 2007, ou seja, um número de pessoas muito maior do que todos os programas acima citados.
Enquanto qualquer desses programas custa, no mínimo, aos cofres públicos cerca de R$ 100,00 por mês, ou seja, R$ 6.000,00 durante um período de 5 anos, o programa que proponho demandaria R$ 3.000,00 de imediato, mas seus benefícios perdurariam por prazo indeterminado.
Para os curiosos e socialmente conscientes, seguem os detalhes do programa:
Programa: "Bolsa Gucci"
Benefício: Uma bolsa Gucci modelo tradicional, estampa padrão da marca.
Parcela da população beneficiada: classes A e B (15% da população). Os homens que não são diretamente beneficiados poderão presentear as suas amantes que, obviamente, pertencem às classes C e D e, portanto, não seriam aptas a participar do programa.
Condições para a concessão do benefício: ter bom gosto e vida social ativa.
Alocação de verbas: destinação das verbas provenientes das multas de trânsito (em teoria, 50% dessas verbas atualmente vão para melhorar a sinalização e manutenção das vias públicas, na prática só Deus sabe). Isso porque as duas infrações que ocorrem com maior freqüência são excesso de velocidade e falar no celular, ambas, provavelmente cometidas por membros das classes A e B já que, sejamos honestos, o carro deve ser bom para ultrapassar a velocidade permitida na maioria das vias fiscalizadas e celular custa dinheiro... Portanto, nada mais justo do que alocar essa verba, majoritariamente paga por eles para um projeto que lhes é destinado.
Duração do benefício: 15 anos. É o período que uma bolsa da Gucci dura intacta, resultado da inegável qualidade dos materiais empregados na sua fabricação (não estou dizendo que alguém gosta de usar a mesma bolsa por 15 anos).