quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Commodity

Todo relacionamento existe na base da troca, algo que você possui que o outro deseja e vice-versa.
É assim desde os primórdios.

Na pré-história a mulher cuidava do "lar" e dos filhos enquanto o homem caçava. Os filhos, mais tarde ajudariam o pai a caçar, enquanto a comida trazida pelo pai alimentava a mãe. A relação de troca é clara.

Mais tarde, na Idade Média, os casamentos eram arranjados por motivos políticos ou financeiros. A união de duas famílias poderosas, a salvação de uma família falida, a ascensão de uma família de classe inferior... etc. Os atributos físicos (capacidade de gerar herdeiros), o dinheiro ou o título da noiva pelo dinheiro, título ou favores do noivo.

Na Idade Moderna o movimento feminista buscou a igualdade dos sexos. Pois bem, conseguimos, mesmo que não completamente.

Apesar de não ser evidente, isso nos permitiu uma nova "commodity" com valor de mercado enorme...

Estou falando do sexo oral.
Meninas, essa é uma arma poderosíssima! Provavelmente um dos commodities mais valiosos que temos para oferecer em um relacionamento amoroso.

O fascínio pelo sexo oral é histórico, tendo relatos desde os tempos da Roma Antiga onde era considerado taboo, já que representava a submissão de um dos parceiros. Já para o Taoismo chinês o sexo oral realizado na mulher (cunnilingus) era visto como uma forma de ascensão espiritual e se acreditava que essa prática prolongava a vida.

Creio que o fascínio do homem com o sexo oral tem origem na crença de que este representava a submissão do parceiro, mostrava controle e poder, algo que todas nós sabemos que os homens amam pensar que têm.

No entanto, como todo objeto de desejo, pode passar a ter um papel muito mais relevante em nossas vidas. Assim, quanto maior o desejo por alguma coisa, maior o seu valor.
Por exemplo, o ouro em outras épocas significava riqueza, poder, controle. Aqueles que o tinham eram poderosos e assim queriam permanecer, mas como o ouro não é infinito e sua quantidade é limitada, os homens fizeram loucuras para possuí-lo e mantê-lo.

Agora a lição de casa meninas: o mesmo pode ser dito do sexo oral. Como assim? Deixe que eu explico.

É muito simples na verdade, tudo se resume à lei da oferta e da procura. Quanto maior a oferta de sexo oral, menos o seu valor de troca, e vice-versa.

Está aí provavelmente a carta na manga mais importante que nós temos.

Quantas vezes você já implorou para seu namorado/marido para assistir aquela comédia romântica com você; para sair para jantar com suas amigas; jantar com seus pais; te levar no shopping para fazer compras...
A resposta é sempre a mesma: NÃO.

Mas é claro que a resposta é não. O que eles ganham em troca?? NADA.

E se a situação fosse diferente? E se, em troca de alguma coisa que quisessemos muito, oferecêssemos algo que eles querem ainda mais?

Para que isso seja possível, no entanto, alguns cuidados devem ser tomados:
1- Lembre-se que tudo aquilo que tem grande oferta se deprecia, portanto, não faça sexo oral com frequencia.
2- Os homens são organismos celulares muito simples. Assim como os cachorros eles tendem a fazer associações. Dessa forma, faça sexo oral apenas em ocasiões comemorativas, para que eles associem isso à um presente e, portanto, algo que ganham somente quando merecerem.
3- QUANDO for realizar o sexo oral, esse deve ser o melhor que ele já teve. Isso é muito importante para elevar o valor dessa commodity.

Viu como é simples?

Se não acreditam, façam uma experiência:
Fiquem um tempo sem fazer sexo oral (a escassez de um produto sempre aumenta seu valor já que, eu garanto, a demanda não vai diminuir) e comecem a propor uma troca: coloquem uma roupa bem sensual, olhem bem nos olhos do seu namorado/marido e peçam alguma coisa. Quando ele estiver pronto para dizer um NÃO, com uma voz rouca, prometam uma troca....